DESENHO COMO PROTO-PERFORMANCE: INSTRUÇÃO E PROTOCOLO

LISTA DE VERBOS
Instruir, provocar, instigar, ordenar, manobrar, convencer… 

Este seminário pretende ensaiar e refletir sobre o desenho como proto-performance. Particularmente quando a imagem e o discurso assumem a função de uma ordem, de um protocolo ou de uma instrução como tática colaborativa. Podemos dizê-lo de uma outra maneira: quando o desenho é um enunciado que representa/diz a própria ação que executa; quando a ordem, o protocolo e a instrução são utilizados como processos artísticos.
Cada participante trará duas instruções (visuais ou visuais/verbais), a serem executadas por um dos colegas:
(1) Instrução para realização de um desenho, ou uma série de desenhos (a ser realizada durante a semana após o seminário);
(2) Instrução para a realização de outra ação (que não um desenho), a ser executada no espaço da faculdade, durante o seminário. 
As instruções poderão indicar ações exequíveis que testem diversas reações, mas poderão também confrontar o seu destinatário com situações limites de realização, num puro jogo mental.

A ação deve ser pensada para ser realizada num limite temporal de cerca de 30 minutos.
A resposta provocada pelo enunciado de instrução deverá ser registada por cada um (fotografia, vídeo e/ou diário gráfico). 
No final, discutir-se-ão as estratégias, os propósitos e as consequências do trabalho, a partir da leitura comentada do texto de Mike Sperlinger (2005), do qual cada participante fará uma leitura prévia. 
Os outros textos considerados na bibliografia deixada na reprografia, assim como os casos de estudo aqui citados, também serão abordados no seminário.

VERB LIST
To instruct, to induce, to instigate, to order, to maneuver, to provoke...

This seminar aims to explore and reflect on the use drawing as a proto-performance. Particularly when the image and speech are addressed as orders, protocols or instructions in collaborative strategies . We can say it in another way: when drawing is a statement representing the action it’s performing; when the order, the protocol or the instructions are used as artistic processes.
Each participant should bring to the seminar a visual or visual/verbal instruction in order to:
(1) Induce the realization of a drawing, rather than the drawing itself; and
(2) instruct the execution of another action, to be performed by another colleague within the School.
The instructions may indicate achievable actions to test different reactions, but may also confront the receiver with limit situations, as a pure mental game (cf. Yoko Ono).
Both actions should be instructed for a 30 minutes time limit.
The response caused by the visual/verbal instruction must be registered by each participant (photo, video and/or visual journal).
In the end, we will discuss the strategies, purposes and aftermaths of the work, framing our discussion in a commented reading of Mike Sperlinger’ text (2005), of which each participant will make a prior reading.
The other texts considered in bibliography left in reproduction, as well as the case studies quoted here, will also be discussed at the seminar.

Autores e obras a consultar:
Erwin Wurm (Instruction Drawings)
John Baldessari, Commissioned Paintings, 1969-1970.
Sol LeWitt (Wall Drawings)
Sophie Calle, Ghosts, 1991.
Yoko Ono (Instruction Paintings)

Bibliografia a discutir, após a realização do trabalho:
GOLONU, Berin (ed.) (2004). Erwin Wurm: I love my time, I d’ont like my time. Ostfildern-Ruit: Hatje Cantz Verlag.
GOMBRICH, E.H. (1990 [1999]).”Pictorial Instructions”. In The Uses of Images: Studies in the Social Function of Art and Visual Communication. London: Phaidon, pp. 226-239.
MONDZAIN, Marie José (2003). “A imagem pode matar?”. In Revista de Comunicação e Linguagens: Imagem e vida. 31. Lisboa: Relógio D’Água Editores, Fevereiro de 2003, pp. 19-26.
OBRIST, Hans Ulrich (ed.). (2004.). Do It. Volume I. New York/Frankfurt: e-flux/Revolver.
ONO, Yoko. ([1964] 2000). Grapefruit. New York: Simon & Schuster.
ONO, Yoko; OBRIST, Hans Ulrich. (2002.). “Mix a building and the wind: An interview of Yoko Ono by Hans Ulrich Obrist”. [on-line]. In e-flux,
SPERLINGER, Mike. (2005).”Order! Conceptual Art’s Imperatives”. In SPERLINGER, Mike (ed.) (2005). Afterthought: new writing on conceptual art. London: Rachmaninoff’s, pp. 1-26.