Propõem-se a experimentação do olhar sobre espaços que resultam do cruzamento e da sobreposição de uma ordem natural e de uma ordem artificial (humana). À alteração destes espaços adicionam-se a memória e sobrevivência, tendo a marca indelével da mão do homem que a domestica e que adequa o espaço que o envolve ás suas próprias necessidades.
12.1.12
Natural Spaces
Propõem-se a experimentação do olhar sobre espaços que resultam do cruzamento e da sobreposição de uma ordem natural e de uma ordem artificial (humana). À alteração destes espaços adicionam-se a memória e sobrevivência, tendo a marca indelével da mão do homem que a domestica e que adequa o espaço que o envolve ás suas próprias necessidades.
11.1.12
8.1.12
Transferência acto - imagem
5.1.12
30.12.11
Transferência acto - imagem
29.12.11
invisibility

This performace, entitled Invisibility, took place in one of the faculty's classrooms. The objective of the action was to become invisible (as shown in the drawing above). The inspiration of the work derives from a wish to get out from unconfortable situations, dissapear, and is also connected with the feeling of being ignored, unnoticed or unable to become visible in a place/situation.
19.12.11
Chamber works; Water Closet Music
Houve de facto som nesta acção? O som que se poderá ter havido, foi ou não executado pelo performer fotografado? O som que aqui se apresenta, é um registo ou um simulacro?
18.12.11
Sem escadas!
Tudo igual.A mesma rotina de sempre. Fui e voltei.
Apenas neste dia, não utilizei escadas durante todo o meu percurso. Subi e desci utilizando as paredes, parapeitos e tetos.
Emergência?
Existe morto.



Este trabalho consiste na reconstituição de um crime através de uma reportagem de um jornal, contando com testemunhos de pessoas que frequentam o mesmo espaço.
Devido à gravidade do crime, o local encontra-se interdito para investigação policial, havendo poucas imagens disponíveis. Foi necessária a construção de imagens a partir da reconstituição do crime a partir dos testemunhos e boatos oficiosos, não se chegando a esclarecer qual o autor do disparo e qual é a vítima. Faltam peças na história, alguns elementos encontram-se suspensos dando espaço a boatos, como a identidade do criminoso coincidir com a da vítima. Um rumor calculado, contornado pela reportagem de um jornal. Um homicídio qualificado numa escola, um crime passional, uma vingança, um duelo? Existe morto.
Pesca
Na ação, pus-me a pescar luzes. Era noite, sobre o revaldo.
Mas, ao invés do silêncio havia ruído maquinal.
O contraste se fez existente em diversas formas.
A possibilidade de pescar as luzes dependerá da concentração do pescador.
17.12.11
O lotus nasce da lama
À questão "será a ação de meditar inusitada no espaço (arquitectónico?) contido entre o pedestal de uma estátua e um contentor do lixo do exterior dum pavilhão numa faculdade?", acresce a questão "será que, efetivamente, ocorreram tanto a ação de meditar de facto, como os outros três atos, inverosímeis mas também documentados - "levitar", "desaparecer e reaparecer" e "desaparecer para reaparecer noutro lugar (teletransportar-se)?"
Temos aqui alguns níveis diferentes da perceção:
O nível - exterior à ação - do espetador que é confrontado apenas com o documento e que não pode assegurar-se de que, para além das outras três, a própria ação de meditar naquele espaço tenha, de facto, ocorrido, de que tudo se tenha passado mesmo assim, de que apenas parte tenha ocorrido ou de que tudo não passe duma montagem e resta-lhe acreditar, ou não, no que afirma a autora.
O nível - exterior - do espetador que foi testemunha da ação e que sabe que uma aparência de meditação ocorreu, de facto, naquele espaço e durante mais de uma hora, mas que, porque não permaneceu durante todo esse tempo naquele lugar, não pode assegurar-se de que, de facto, não tenham acontecido as três outras ações, e pode apenas partir do princípio que não, uma vez que contrariam a sua descrição daquilo que é possível acontecer nesta dimensão física cuja descrição empírica partilhamos; quanto a ter-se passado assim do ponto de vista percebido pela autora, resta-lhe acreditar ou não no que é afirmado.
O nível - exterior - do espetador que ajudou a documentar a ação e é o único que sabe que o documento que está a ser utilizado foi por si emitido e não continha documentos das outras três ações, que também não presenciou, mas que também não pode ter a certeza se essas ações se passaram ou não quando não estava lá para as documentar ou, ainda, se se passaram a um nível interior.
O nível - interior - da autora, que sabe se meditou ali e se, durante a hora em que permaneceu, de olhos fechados, o fez numa imobilidade nem sempre só física, se presenciou interiormente, através do som, das vibrações do terreno e das deslocações do ar, a passagem, permanência e impermanência de testemunhas exteriores, e que afirma ter presenciado também a ação de desaparecer, reaparecer e teletransportar-se, e que não pode ter a certeza se tudo não passou de uma percepção interior, orientada apenas por intenções seguidas da realidade percebida consequente, ou se de facto desapareceu, reapareceu e se teletransportou, e que, inclusivamente, afirma que não pode ter a certeza se o dragão verde, de olhos raiados de sangue e narinas resfolegantes que por ali passou e bateu - "toc toc toc toc toc toc" com a pata no lado direito do cartão dobrado em que se sentava foi ou não apenas imaginação sua; embora também possa partir do princípio de que tudo isso não aconteceu de forma fisicamente visível, já que também contraria a sua descrição daquilo que é possível acontecer nesta dimensão física cuja descrição empírica partilhamos.
A música pertence ao grupo alemão Elbtonalschlagwerk, é o tema nº7 do album Percussion works, "Uneven Souls".
Transferência acto-imagem
A acção consistiu numa teia cuidadosamente construída em função do espaço arquitectónico e da sua configuração rectilínia.
De facto, construi meticulosamente uma teia que se apoderou sucessivamente do espaço: fios de duas cores que se prendiam, atavam, colavam, enrolavam e desenrolavam, mas que seguiam a mesma direcção, paralelos entre si como se fossem à procura de algo, ou apenas procurassem o seu destino. A relação que mantêm entre si e a forma harmoniosa como se unem, leva-os a percorrer o mesmo caminho subindo e descendo, ultrapassando obstáculos ou criando-os.
À medida que as pessoas se deslocavam no espaço, subindo ou descendo as escadas estreitas do edifício, ou passando no pátio de umas salas para as outras, deparavam-se com vários obstáculos, conjunto de fios que trespassavam os degraus de forma despercebida mas, dificultando-lhes a passagem. Não tendo conhecimento do que se estava a passar, esta acção deixou-as um pouco confusas e perplexas.
Segui a ideia de Tschumi de que a conjunção entre os espaços (de movimento, no meu caso, articulando o espaço dos sentidos e o espaço da sociedade) e movimento (neste caso, das pessoas que os percorriam com os seus corpos, gerando e definindo eles próprios espaço através do seu movimento [v. fotografia]) é o que propicia o evento potencial.
Elisa Almeida
16.12.11
Transferência acto-imagem
O local selecionado para a realização da acção foi uma casa de banho da faculdade. Decidi neste espaço fazer uma leitura de um livro de banda desenhada enquanto aperciava uma bebida- os liquidos contidos na sanita.
A relação do corpo neste espaço é alterada, o corpo adopta outro lugar e establece uma diferente relação com o objecto sanita. A acção realizada e o tempo de duração da mesma também são alterados, tornando-o num espaço de lazer.
Esta sequência de imagens sugerenos as várias acções que se podem desenrolar neste espaço. Há referencias do espaço do arquitectura, da posição que o corpo ocupa e as acções que ele desenrola. É uma sequencia de transfromação onde há uma constante repetição e multiplicação das imagens que dá indicações do tempo e tenta establecer uma narrativa. As imagens relacionam-se através das marcas do corpo e dos objectos no espaço, e ao mesmo tempo um conflito pois estas acções contradizem-se à imagem que refere o local da acção. 15.12.11
biblioteca/castelo
13.12.11
9.12.11
Transferencia imagem-acto
7.12.11
Transferência-de-uso
Cópia do copista




Este exercício no segundo seminário consistiu num manual de instruções de caligrafia Romana, que assumiu a autoridade de colocar uma colega a fazer uma cópia, quase penitência como um monge copista num antigo scriptorium.
O registo deste acto consistiu num desenho da pessoa que se debruça sobre a folha de papel com o aparo na mão, as letras que desenha como as vê de frente e a forma como o observador/desenhador vê as letras.








