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19.12.14

Desenho como documento - Como um peixe fora d'água

Como um peixe fora d'água

A ação acontece no gramado próximo ao lago e em frente ao Pavilhão Arquitecto Carlos Ramos. Ali se encontra um corpo nu com a parte superior do corpo coberta com um saco semi transparente e flexível. Em um dado momento o mesmo corpo parece despertar e se deslocar em direção ao interior do saco. A partir do momento em que todo o corpo se encontra dentro do saco, o mesmo começa a se movimentar por espasmos numa luta invisível contra o tecido do saco. Uma necessidade de se libertar dessa atmosfera não familiar. Um movimento que em muito se assemelha  ao movimento de um peixe fora d'água.... A ação só terminará quando todas as forças do performer forem esgotadas nesta luta insana ou quando ele conseguir romper o tecido, se desvencilhar desse envólucro.


8.12.14

ANA MARGARIDA SOUSA_REALIZAÇÃO DOS DESENHOS

(1) Instrução de Márcio Pereira para a realização de um desenho, ou uma série de desenhos (a ser realizada durante a semana após o seminário)











As instruções para a realização destes desenhos consistem no formato A3, numa caneta preta de espessura 0,1 e do preenchimento de 70% da folha por  ,no mínimo,50 círculos, e pela sua circunscrição por linhas orgânicas de ,no máximo, 4 círculos, ao mesmo tempo, . As linhas foram feitas leves e soltas e de forma a conseguir um mínimo  distanciamento entre as mesmas em que a mão se encontrava na extremidade da caneta, oposta à sua ponta. 

Cada sessão de desenho era para ter a duração mínima de 15 minutos.
O 1º desenho foi feito em 3h30; o  2º em 1h00 e o  3º em 2h30.


Instruções para a produção de desenhos

Os desenhos abaixo apresentados foram produzidos a partir de uma tabelas de instruções confeccionada por Ana Margarida Souza. O desenhos foram feitos todos em tamanho 14 x 14 cm e posteriormente encadernados. Segue abaixo a tabela com a orientação para a confecção dos desenhos e os mesmos:



Exercícios C e D:



Exercícios E e F:


Exercícios G e H:





Exercícios K e L:

Desenho de instrução - Objeto performável

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A proposta apresentada pelas imagens na sequência partiu da ideia de construir um objeto performativo que operasse a partir de desenhos de instruções inscritos no próprio objeto. Foi escolhido como o objeto o saco por ser um objeto tão presente no nosso cotidiano e de certa forma por sua memória de uso já ser tão automatizada por quem dele faz uso. É um contentor e serve para transportar coisas. E exatamente a partir dessa memória tão forte sobre a utilidade e os modos de uso do saco que pretendo que o desenho de instrução atue, a desautomatizar nossa relação de uso com esse objeto e a propor uma nova e inusitada forma de utilizar o mesmo. A ação foi executada por Ana Margarida.




1.11.14

Márcio Pereira




Língua que só lambe não comunica?

A primeira ação foi construída através do verbo "lamber", que sofre uma transferência de uso para o terreno do desenho. A língua (parte do corpo humano) torna-se agora um instrumento para produzir expressão num campo totalmente diferente do habitual. A ideia partiu da observação dos gatos a se lamberem e da sensação de prazer inscrita neste gesto. O propósito da ação situa exatamente em transferir o prazer do ato de lamber para a superfície do desenho. Construir um desenho que tenha em sua constituição essa marca do prazer e que a ação se sustente em uma postura corporal modificada, próxima das praticadas pelo animais que se utilizam de quatro apoios. A partir disso um trocadilho interessante surgiu entre a ideia da língua como uma parte do corpo humano e também como o conjunto de formas verbais e orais de comunicação humana.  A indagação de como essa parte do corpo poderia produzir comunicação que não se utilizassem de palavras foi também o motor dessa ação. A descoberta foi surpreendente:  percebi que através do lamber comunico-me!




Caçambas
Dentro de um espaço caótico de um contentor procuro por elementos que possam criar algum tipo de ordenação. A ação segue a partir de um movimento de improviso e procura que tenta decodificar toda a diversidade de materiais ali dispostos e tentar estabelecer algum tipo de relação entre eles. A procura encontra sentido ao descobrir uma grande quantidade de blocos de gesso misturados com outros materiais. A partir disso me vejo envolvido em um jogo que procura manter o equilíbrio do meu corpo em meio a materiais tão instáveis enquanto empilho esses blocos de forma a também buscar um equilíbrio para essa pilha de blocos brancos. Meu interesse também pelos blocos se justifica pelo contraste entre todo aquele branco junto e aquela diversidade de cores, texturas, etc... encontrada na caçamba.






Desenho em expansão
A partir de um padrão já existente  na entrada do pavilhão das tecnologias, constituído por tijolos dispostos no espaço, construo um desenho rizomático que se expande pelo espaço. Utilizo-me da forma regular em que tais tijolos se encontram disposto para intervir a partir  do desenho com pedaços de blocos de gesso. Percebo que posso tomar partido do padrão já pré estabelecido, mas também criar uma nova configuração através do desenhos. A partir do preenchimento de tais tijolos pela cor branca do blocos de gesso vou criando rizomas com os padrões apresentados pelos tijolos e expandindo o desenho pelo espaço.