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3.2.23

Quatro Dúzias e Meia mais Um | Trabalho Final | Margarida Bezerra Bastos











Tenho Quatro Dúzias e Meia mais Um de instruções dentro de mim
Sou um livro de desenho de instrução e imaginação 
Abre as minhas páginas e liberta a confusão 


Este Livro veio da  necessidade de criar uma proposta experimental de desenho instrucional depois de ter, em parte, a experiência de descoberta do desenho instrucional de Yoko Ono e das várias experiências multissensoriais dos exemplos do movimento Fluxos enquanto escrevia o artigo.  

Ao encontrar a partitura “Tactile List” de Ay-O (1966) no livro Notations de John Cage (1969), decidi pegar nela e transforma-la nos meus título criando instruções a partir deles.






 

Ações sobre a linguagem: desenhos atuados (trabalho final)

Para este projeto, decidi incidir sobre processos de atuação da linguagem, neste caso da linguagem escrita (que se vai escrevendo).

A ideia seria a de que a linguagem fosse transferida da sua função meramente semântica para uma formação enquanto imagem atuada. Há aquilo que Anthony Howell designa por transferência do signo para a ação, em "The Analisys of Performance Art".

O trabalho é composto pelos objetos usados na performance: megafone, cordel, borracha, caneta de feltro, água e letras recortadas em papel, e pelo próprio filme, sem som, projetado.

Sendo o vídeo demasiado grande seguem, ao longo desta publicação, alguns frames.




Quando a linguagem é escrita, ganha uma materialidade, um caráter expositivo a ser despoletado no interior das performances.

Na primeira cena, vemos o performer a pôr um megafone à frente da boca, apto a falar. Como, ao longo do trabalho, se mantém inativo, não falando, a palavra repousa no lugar da imagem, adquirindo uma proposta de atuação - prestamos atenção ao que se forma da alotopia.

Na segunda cena, continua-se uma ação em que uma mão retira um cordel vermelho da boca da mesma pessoa e escreve com ele a expressão “linguagem pelo corpo”. Enlevados pela primeira performance, pela tensão que se cria em não gritar, o cordel materializa, de forma figurativa, uma imagem para a trajetória da voz falada, da boca à propagação no espaço. Essa linha, tendo uma caneta na ponta camuflada, é usada para escrever o texto, transferindo-se a imagem que se dá ao som da voz, para que consigo se possa escrever (atribuindo-se uma configuração expositiva à linguagem): o corpo é ativado; é usado para se pensar no fenómeno de atuação da linguagem.


No terceiro exemplo, apaga-se um texto que é posto de trás para a frente, como se a borracha o estivesse a escrever. O texto, que é executado pela vontade de se realizar algo  a ter como que devendo ser destruído, diz “e se um autocarro de dois andares se esbarrar contra nós, morrer a teu lado é uma morte celestial.” (excerto traduzido de uma música dos The Smiths), havendo uma afetação entre forma e conteúdo. 

Passando para o próximo trabalho, escreve-se “esquecer; impasse imaginado”, sobre a “linha da vida”.


Sobre o último vídeo, e fazendo um percurso narrativo entre os mesmos, o corpo já não está presente. Fica a linguagem que se articula e se forma pela própria performance. O jogo é simples e parte de um processo bastante experimental de ver até onde se poderá estender e formar a linguagem, mais propriamente pelo jogo de associações entre letras e sílabas. Para isso introduziram-se letras dentro de uma couvete de água levada ao congelador. As letras ficaram dentro do cubo de gelo. A ação forma-se pelas associações entre as letras, que se criam pelo movimento de derretimento do cubo, exposto ao calor.

As sílabas formam-se, compõe-se e desarticulam-se. Chega-se a conseguir formar palavras e sentidos (que dialogam, com efeito, com a imagem em sucessão). As imprecisões justificam-se pela forma experimental, na qual o projeto se densifica.




 


2.2.23

MEU AMOR MATA-TE, PORQUE NÃO TE MATAS? - Trabalho Final | Maria Inês Gomes


O ponto de partida da proposta experimental realizada tem origem na vontade de utilizar o desenho como fonte principal de documentação do ato performativo. 

Tendo no meu trabalho autoral um enorme interesse em conjugar o desenho e as artes performativas, quis perceber de que modo estes se contaminam e que estratégias podem ser adotadas do ponto de vista plástico para a sua concretização. 

Lembrei-me então de um pequeno rascunho de uma ideia que havia feito há bastante tempo nas primeiras aulas do semestre.



 1- Esquiço de uma ideia para uma performance


                Foi a partir deste  esquiço que pude projetar uma futura performance. O mesmo idealizava uma peça têxtil, quase que uma prótese corporal, que se assimilava ao corpo feminino grávido e poderia ser usado como uma “mochila”.  Deste modo, esta performance, que quis pensar o desenho como documento, partiu também ela de um esquiço que documentava uma ideia.  

                  


2- Algumas páginas do diário de bordo, onde se pode acompanhar o processo de pensamento, investigação, algumas anotações de referências e o planeamento das ações


3 - Esquiço dos momentos da performance “Meu amor mata-te/porque não te matas?”





4 - Alguns desenhos especulatórios de planeamento da performance


            O objetivo principal foi tentar sustentar a existência da performance através do seu registo gráfico, não importando se se tem presente que esta ocorreu ou não. Naquilo que Philip Auslander, descreve como a categoria teatral da documentação performativa, o mesmo diz-nos que a ação apenas acontece no espaço visual onde é traduzida. Não querendo isto ter uma conotação negativa, temos presente que o desenho da performance nunca será o mesmo que realizá-la. Contudo, não é isso que aqui está em causa, pois para o espetador, que visualiza a documentação, o objetivo final é viver a ação através dela e recriar na sua cabeça a trajetória do artista e dos seus gestos, quer esta tenha sido ensaiada ou não. O desenho ganha assim a sua performatividade ao representar uma outra que lhe é exterior, por isso, um não se revela inferior à outra, sendo que um não existe sem o outro. O que é crucial aqui é a ligação que o desenho estabelece com o espetador, permitindo-lhe conectar-se com a performance, assumindo não uma ligação temporal com a mesma, mas encarando o desenho como a performance em si, pois este poderá nunca vir a ter acesso à mesma.[1]

Deste modo, o exercício contribuiu não só para poder ter a oportunidade de pensar e criar uma performance, mesmo que esta não tenha sido realizada, mas sobretudo como ponto de partida para pensar o desenho como um meio autónomo de documentação do ato performativo, que, mesmo não saindo do papel, consegue concentrar em si uma carga simbólica que leva o espetador a vivenciar a ação, como se pudesse ter estado presente a absorvê-la. Foi-me assim possível desenvolver estratégias de diferentes maneiras de registar as ações e descrevê-las, permitindo-me ampliar o modo como penso o desenho como ferramenta de representação e como elemento performativo.


*Nota: o título desta performance é apropriado do Poema do amor que resolve todas as diferenças, presente no livro Novas Cartas Portuguesas.

(Barreno, M. I., Horta, M. T., & Costa, M. V. (2022 (reedição)). Novas Cartas Portuguesas. D. Quixote, págs. 270-271)



[1] Auslander, Philip (2006). "The Performativity of Performance Documentation". PAJ: a Journal of Performance and Art. 84. Vol 28, September, 2006, pp. 1-10

absorver, conter, libertar | trabalho final

A presente proposta partiu de uma ideia ainda embrionária que pretendo concretizar em Estúdio de Desenho: paralelamente ao projecto individual, comecei um registo gráfico que evoca partes do processo de trabalho que vai sendo desenvolvido, pretendendo reflectir sobre as noções de “arquivo”, “registo” e “memória” destes processos com diversos rumos - sejam mais sustentados ou efémeros -, que quando revisitados noutras linguagens plásticas, podem conferir diferentes narrativas e lugares imaginários.



Desde já há algum tempo que tenho tido a vontade de revisitar algumas performances que materializei, pelo que pareceu-me o momento ideal para desenvolver uma reflexão recorrendo somente a uma abordagem gráfica: tendo perdido alguns registos fotográficos destas performances, até onde poderei reinterpretá-las apenas pelo Desenho (ou pontualmente Escrita)? Como conseguirei manter alguma qualidade artística para além da documental? Serão estes registos considerados tão válidos como uma fotografia?



    Durante a apresentação, revelei que apenas uma das performances documentadas aconteceu na realidade (desenho à esquerda na mesa). Toda a análise feita previamente foi puramente especulada, tal como a natureza dos desenhos.




Neste sentido, a proposta real deste projecto prende-se com as noções da performatividade que o documento pode evocar. Tradicionalmente associado a convenções textuais e científicas de registo e arquivo, pretendo reflectir sobre as potencialidades do documento como veículo performativo e investigar até onde posso explorar os limites do evento especulado. 


    «Tentar escrever sobre o evento indocumentável da performance é invocar as regras do documento escrito e, logo, alterar o evento em si mesmo». (Phelan, 175). Se é verdade que todo o registo documental de um acto performativo - seja vídeo, fotografia, desenho, narração ou escrita - representa uma alteração ao evento original e experienciado, onde se colocam os ensaios especulativos apresentados neste projecto? Ressalvo que este projecto não pretende de todo menosprezar a importância da presença do corpo físico na performance. Contudo será pertinente referir a “categoria teatral” (tradução literal) do documento performativo proposto por Philip Auslander. Ainda segundo Auslander, não haverá propriamente diferença na documentação entre uma performance que existiu e outra puramente fingida, ou encenada. Certamente que divergem na sua natureza e intenção, porém serão igualmente válidas.


Voltando aos desenhos desenvolvidos para este projecto, atrevo-me a considerar que não dependem necessariamente da confirmação do espectador sobre a sua veracidade. O lugar da especulação também existe nas práticas artísticas contemporâneas, e constituindo-se o documento como um novo formato para a performance tal poderá permitir uma maior liberdade para novas potencialidades e relações entre a obra e o espectador.





trabalho final- Cláudia Campos

 Trabalho final



As flores são oferecidas para transmitir símbolos potenciais que expressam significados particulares. Dependendo das cores das flores, elas trazem consigo as emoções do doador. No contexto artístico, mais particularmente na pintura, as flores podem servir como meio de autorrepresentação para expressar condições e as fragilidades humanas, partindo de um objeto naturalmente delicado.

A UC Desenho e Performatividade permitiu-me explorar novos pensamentos na minha prática artística no ramo de pintura, através de alguns seminários de processos performativos tais com:

-O desenho como transferência-de-uso;
-Retórica do ato performativo;
-O desenho como ato de presença /documento





A partir deste seminário da UC deparei-me com a uma questão sobre a escolha de cores utilizadas na vídeo performance, levando-me a pensar se a minha escolha seria inconsciente ou não. Com esse questionamento, comecei a investigar a psicologia das cores.


Cores

Estamos muito mais familiarizados com as emoções do que com as cores. Como resultado, uma tonalidade pode ter uma variedade, muitas vezes contraditória, de impactos. Dependendo da situação, cada tonalidade comporta-se de forma diferente. A mesma cor pode ter consequências românticas ou cruéis, nobres ou vulgares. 










A pintura permite que os artistas expressem as suas próprias experiências, e assim, reclamar a
 própria experiência da alma. Ela sustenta as emoções das quais a alma se alimenta e retêm a 
complexidade do pensamento do artista. 
Assim, a autorrepresentação é o elemento dominante em todas as minhas praticas artísticas,
 distinguindo-se principalmente por dois fatores muito importantes: além de retratar várias
 experiências da minha vida, tanto positivas como negativas, proporcionam uma constante 
e intensa introspeção sobre mim mesma de maneira subconsciente. 
Pensar na arte como expressão não se limitam a pensar no que a arte pode expressar. Para 
além de comunicar - sentimentos, emoções, valores, ou atitudes - pode criar, estimular e
 gerar autoconhecimento.
Como resultado, o conceito de arte como expressão de sentimentos e emoções deve ser 
reconsiderado a fim de abordar as contingências e a diversidade que definem os contextos
 em que a arte "funciona" com as suas infinitas possibilidades.
Por último, a UC de Desenho e Performatividade teve um grande impacto na perceção do
meu trabalho de pintura, a partir dela descobri como registrar as minhas ideias e conceitos a partir 
das videoperformances para mais tarde alterar até a minha técnica em pintura.






Transferência de uso- escorrer da tinta para a tela
 

30.1.23

Trabalho Final




















 


 

Trabalho Final _Francisca Costa

 Ato Performativo- Trabalho Final 

A instrução como elemento catalisador da performance:

A performance que desenvolvi assenta os seus alicerces nos conceitos de Instrução-Performance-Obra independente ou registo.

Formada por três desdobráveis compostos por quatro desenhos cada, a atividade consistiu em utilizar os materiais de desenho para registar os movimentos na folha. O ato performativo teve 4 participantes sendo eu um deles.

Nas instruções pode ver-se o seguinte:




O desenho como protocolo instrutório é uma das formas de comunicar e é um elemento catalisador das múltiplas possibilidades da ação.

O participante é confrontado com um papel que “não diz nada”, não tem nada escrito, o que causa imediatamente um sentimento de estranheza.

   Ao anular as características normais de uma instrução (o texto escrito e o passo a passo) já está implícito uma abordagem performativa, pois o interprete é guiado a usar a sua criatividade e raciocínio para executar a ação.

Das três pessoas que participaram no ato performativo nenhuma delas optou pela recusa da instrução, ficando bastante agarradas á ideia de corresponder a certo comportamento, pelo menos na parte inicial do ato.

Relacionando com a questão do desenho protocolar, onde a relação entre a interação de agir e resultados da ação é formalizada enquanto imagem e ato de desenho.

   Procurei que a linguagem do desenho usada fosse bastante simples, usando o desenho de contorno-linha e um fundo branco para dar as instruções. Não realizei muitos desenhos para cada instrução com o propósito de criar incerteza sobre o que existe entre cada ação, que espaço é esse que se cria.

   Sendo que os participantes e as instruções dadas se situam no campo da dança já era de esperar um certo tipo de comportamento e entendimento das instruções, pois o ser humano baseia-se no conhecimento que tem anteriormente adquirido para ver o mundo.

   O que foi mais interessante de observar a nível comportamental foi ver a dificuldade sentida em transcrever um movimento habitual e já conhecido pelos participantes para o papel através dos instrumentos de desenho.

 









Um corpo que se move, desenha muitas vezes por si só.

   Penso que o desenho e a performance são por vezes tão intrínsecos que não sabemos onde começa um e acaba o outro.


7.7.22

Trabalho Final

 O desenho e a performance: estudos sobre as nuvens

 

A proposta do trabalho foi desenvolver estudos  de nuvens durante o período de um dia. Com o objetivo de acompanhar as mudanças das formas das nuvens desde o momento nascente e poente do Sol. A performance iniciou às 6 horas da manhã e terminou às 9 horas da noite. A cada uma hora era feito o desenho de observação de uma nuvem que estava mais próxima da minha visão. Ao todo foram produzidos 16 desenhos que registraram as irregularidades encontradas nas formas das nuvens através de manchas feitas com tinta nanquim sobre papel. 

 

A prática de desenhar nuvens foi construída a partir de manchas provocadas entre a ação de quem está a registrar a imagem, uma relação sensorial da observação da paisagem contemplada e a representação da mesma sobre o papel. Para essa ocasião, a mancha provocada no papel torna-se um procedimento de interpretação da observação das formas orgânicas, encontradas nas nuvens e em tantos outros elementos da natureza. As nuvens acabam tornando-se elementos férteis para imaginar soluções gráficas e/ou pictóricas, por apresentar características voláteis e intrigantes, estando entre a figuração e a abstração, a imagem e a não-imagem, escondendo-se com sutileza na paisagem e transforma-se em um véu turvo que dificulta a precisão do olhar. Essas e tantas outras observações corriqueiras encontradas na natureza, vistas em situações do cotidiano, que surgem neste trabalho como uma curiosidade e motivação para praticar o desenho. 


Os estudos apresentados neste escrito, buscam encontrar as irregularidades presentes nas formas da natureza através da mancha. As referências utilizadas para a criação dos desenhos partiram de observações da forma das nuvens, que visivelmente eram semelhantes a abstrações e que potencialmente poderiam ser exploradas através de procedimentos que utilizam-se da mancha. Não havendo a intenção de representá-los através de um contexto literal, com borrões brancos e acinzentados que parecem flutuar, mas sim, utilizar as características sensoriais desses fenômenos através das manchas para criar desenhos.






5.7.22

Angelika Czubasiewicz, Trabalho Final


Reflective review - Object that protects me.

In this text I will reflect on one of my latest performance. This performance took place in June 2022 during my 4th year of study as Erasmus student at The Faculty of Fine Arts (FBAUP). In this reflection I will explain how my project was formed by thoughts that led to intentions and behavior which resulted in the performance called: Object that protects me. First I will explain my motives for this project. Second I will describe the techniques that were used for this performance. Third I will reflect on my approach of the connection between performance and drawing. At last I will give my conclusive thoughts about the performance and future ideas about my next projects.

A lot of my inspiration is found in destruction and healing. To explain the purest origin of my motives, it is best to look at my early writings about this project. The writings portray a mix of feelings, states and emotions that I tried to catch on paper and are associated with catharsis. Together with the quote they form the beginning of my project.


The heart as the site of the event, the scene of the crime. Blood is a sign that it is happening now. Blood is a consequence. Blood is a verb of suffering. Blood flows, all the suffering contained in it flows, all the information of trauma, of painful suffering. 

To survive, to tame demons, to know them - to know myself. The demon, the shadow is none other than my reflection in the mirror. This demon is me. 

Am I a demon? Am I good or bad?

Categorizing ourselves will make life easier? 

Does evil exist ? Is it lack of acceptance, lack of conversation, frustration, blocking emotions, forcing yourself to be someone you are not, cheating your instincts, not answering your needs, silencing your inner voice? Not talking, just swallowing. 

The body is like a shell, and under it was all the mystery. The body is a mask that hides the truth. 

I want to go through a transformation. I want to come out of shell, I want to show what's inside. 

I want to be a demon, I am that demon. 

I consciously allow it to come out. I bring controlled chaos and a whole spectrum of emotions into my life. The demon is an important aspect in my life, it is part of my identity.

I go to those dark stations of my life to heal it, to know, to ask why?

Also my inspiration derives from a quote of Małgorzata Dancewicz. The quote says blood is a medium of meanings. Blood can connect but also divide. Blood determines the difference between life and death. The original quote is in Polish as shown below: 

Krew jest nośnikiem znaczeń, które odwołują się do wyobraźni równie silnie w obu przypadkach. Postrzegana w kategoriach gatunkowej przynależności lub odrębności jest tym, co łączy, ale i dzieli. Krew decyduje o różnicy między życiem a śmiercią, a zatem kategoryzuje świat na ludzkie i nieludzkie. Granica jest zakreślona wyrazi- ście i nieodwołalnie. Twórcy performance’ów i pro- jektów z zakresu nowych mediów eksplorują zróżni- cowaną symbolikę krwi, używając jej jako medium, narzędzia i tworzywa.” [1] 

Performance art is know to have a strong ritual character.[2] As said before, the thoughts and quote form the original idea for my project. Together they are transferred into a tension full performance with a ritual character, that is balancing between the concepts of destruction and healing. The dagger used in the performance has the shape of flames that are seen in fire. The element of fire is the element I feel associated with most.  

For my performance I made an aluminum dagger. The technique used to create it is metal casting. I connected the dagger with metal wire to the Playtronica controller which is connected to the computer. I ground my body by another metal wire connected to the controller. When the dagger touches my skin, the electrical circuit is closed. The software of the Playtronica program enables the creation of sound. Sound allowed to capture presence of touch.
The performance "Rest Energy from"[3] from Marina and Ulay have an impact on the visuals and aesthetics of my art project. In my performance there was a certain feeling of crossing a boundary or more like a question of where that boundary is.

Another inspiration is Dermographism which is an interesting phenomenon for me.  Dermatographia is a skin condition that causes raised marks. Scratching, rubbing and pressure cause the reaction. An artist who uses this ailment in her work is Ariana Page Russell. An example is her "Skin"[4] project.




Above is a symbolic drawing. The sketch refers to the emotion, trying to locate it. When I drew it in the sketchbook and tried to define it , I came to the conclusion that the place is not on the paper but on my chest. The area around my heart is the location. Therefore, I decided to do what it feels like. I drew with a dagger on my skin this important drawing. The entire electronic and sound system also shows the limit of the entire station in which I am located. The uncomfortable construction causes a kind of limitation. I see here the influence of performance “Drawing Restraint”[5] by Matthew Barney.

In this work a contradiction can be perceived related to the dagger. The use of an object with an aggressive connotation complementing it with protective qualities. This action gives me many answers but also many questions appear.  One of the biggest questions is: Does the drawing on my body have an Apotropaic mark? This performance is the beginning of having a certain discussion with my inner voice.

Documentation below.